Portalegre: Prémio Literário “LUZIA” pretende promover a criatividade literária e incentivar o gosto pela escrita

A Câmara Municipal de Portalegre vai lançar o Prémio Literário “LUZIA”, uma iniciativa que pretende promover a criatividade literária e incentivar o gosto pela escrita, anunciou hoje o município.

Promovido através da Biblioteca Municipal, o prémio homenageia a escritora portalegrense Luísa Susana de Freitas Lomelino Grande (1875-1945), que assinava a sua obra com o pseudónimo LUZIA.

Segundo a autarquia, o galardão pretende “realçar a necessidade e importância de promover e incentivar a criatividade literária, fomentando o gosto pela escrita enquanto dimensão essencial para o desenvolvimento intelectual”.

O prémio, organizado em colaboração com a Associação Cultural UMCOLETIVO, terá um valor monetário de mil euros e distinguirá uma obra inédita em prosa, na modalidade de conto.

A iniciativa está aberta a todos os cidadãos, sendo que o prazo para submissão das candidaturas termina a 15 de julho. As normas de participação estão disponíveis no portal da autarquia.

Natural de Portalegre, Luísa Susana de Freitas Lomelino Grande nasceu a 15 de fevereiro de 1875, filha do capitão Eduardo Dias Grande e de Antónia Isabel Caldeira de Andrade, que morreu no parto.

Ainda em criança mudou-se para a Madeira com o pai e a irmã, em busca de um clima mais favorável à doença pulmonar de que este sofria. Aos nove anos perdeu o pai, vítima de tuberculose, regressando depois a Portalegre, onde passou a viver com uma tia.

Mais tarde estudou num colégio em Lisboa e voltou posteriormente à Madeira, onde casou em 1896 com Francisco João de Vasconcelos. O casamento terminou em divórcio após a aprovação da lei que instituiu o divórcio em Portugal, promulgada após a Revolução de 5 de Outubro de 1910.

Ao longo da vida enfrentou vários problemas de saúde, incluindo tuberculose e neurastenia, tendo recorrido a um sanatório em França para tratamento. Após esse período desenvolveu uma intensa atividade intelectual, dedicando-se à escrita e às viagens.

A escritora morreu a 10 de dezembro de 1945, na Quinta Carlos Alberto, após uma vida marcada por dificuldades pessoais e problemas de saúde.