Montemor-o-Novo contesta encerramento de extensões de saúde e exige reabertura imediata

A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo manifestou hoje “profunda preocupação” com o encerramento de extensões de saúde em várias freguesias do concelho, considerando a situação “inaceitável” e um atentado ao direito à saúde.

Em causa estão os postos médicos das freguesias de Silveiras, São Cristóvão, Cortiçadas de Lavre e Cabrela, alegadamente encerrados de forma temporária, a que se juntam faltas frequentes de médicos, incluindo a ausência de médico de família nas Silveiras desde janeiro, situação que poderá prolongar-se até maio ou junho.

Segundo o município, os encerramentos afetam sobretudo populações rurais, mais envelhecidas, com menor mobilidade e baixos rendimentos, abrangendo cerca de metade das freguesias do concelho.

A autarquia expressa solidariedade para com os utentes afetados e acusa o Serviço Nacional de Saúde (SNS) de estar a ser alvo de um processo de descredibilização, sublinhando que o acesso à saúde é um direito consagrado na Constituição da República Portuguesa, que assinala 50 anos.

A Câmara exige ao Governo e às entidades nacionais e regionais do SNS a reabertura imediata das extensões de saúde e a reposição integral dos cuidados públicos, defendendo o respeito pelas populações locais.

O município recorda ainda situações anteriores de encerramento ou tentativa de encerramento de serviços, como em São Brissos e São Geraldo, apontando constrangimentos no acesso a cuidados de saúde, nomeadamente a deslocação de utentes para outras localidades.

A autarquia garante que irá tomar as medidas que considerar adequadas, incluindo a mobilização das populações, para denunciar o que considera serem violações do direito à saúde e exigir o funcionamento pleno das extensões de saúde no concelho.